Perdi o gosto de escrever. Não sei se isso foi resultado de 4 anos de jornalismo ou de um próprio amadurecimento intelectual. Talvez um pouco dos dois. O fato é que quanto mais leio e estudo, menos tenho vontade de partilhar do meu restrito conhecimento. Contudo, vendo os blogs de alguns amigos meus, bateu uma saudade de tempos antigos, quase imemoriais, em que me envolvia em discussões acaloradas. Escrever faz bem, mantém o cérebro afiado, tentarei vencer a preguiça e manter esse espaço minimamente atualizado.
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É lastimável acompanhar as eleições presidenciais. Lastimável. O que mais me irrita é o tom de bom mocismo, de politicamente correto, que está presente nos discursos dos três candidatos ‘majoritários’. Ficam discutindo detalhes, parece eleição para síndico de condomínio, “eu vou reformar isso aqui, vou construir acolá”. As questões mais importantes não aparecem, ou, se aparecem, são logo esquecidas. Por exemplo, a relação criminosa-vergonhosa-escandalosa do PT com as FARC (responsável pelo narcotráfico e indiretamente pela morte de 50.000 brasileiros por ano) foi trazida a discussão pelo tal do Índio, o vice de Serra, mas foi posta para debaixo do tapete. O próprio Serra colocou panos quentes na história e desautorizou seu vice. Os únicos que fogem a regra são os comunistas, como Plínio Arruda, que conseguem ao menos falar sem frescuragem. Nunca imaginei que diria isso, mas o discurso mais honesto da campanha é o de Plínio Arruda, candidato do “Piçol”! Critica, cutuca, tenta fazer graça dos adversários, sem papas-na-língua diz o que pensa - o problema dele é justamente essa parte, do 'pensar'.
Serra é um cagão. Comete o mesmo erro que Alckimin em 2006. Acha que o eleitor vai se convencer de que ele é o melhor ao comparar seu currículo com o de Dilma. O currículo dele de fato é melhor, mas isso, no Brasil, não fará a menor diferença. Se quisesse vencer, ele teria que desmontar a imagem criada de Dilma. Mostrar para o povo que ela, além de (ex)-terrorista e assaltante, é atéia e que seu partido, o PT, está envolvido com o que há de mais podre na América Latina.
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É lastimável acompanhar as eleições presidenciais. Lastimável. O que mais me irrita é o tom de bom mocismo, de politicamente correto, que está presente nos discursos dos três candidatos ‘majoritários’. Ficam discutindo detalhes, parece eleição para síndico de condomínio, “eu vou reformar isso aqui, vou construir acolá”. As questões mais importantes não aparecem, ou, se aparecem, são logo esquecidas. Por exemplo, a relação criminosa-vergonhosa-escandalosa do PT com as FARC (responsável pelo narcotráfico e indiretamente pela morte de 50.000 brasileiros por ano) foi trazida a discussão pelo tal do Índio, o vice de Serra, mas foi posta para debaixo do tapete. O próprio Serra colocou panos quentes na história e desautorizou seu vice. Os únicos que fogem a regra são os comunistas, como Plínio Arruda, que conseguem ao menos falar sem frescuragem. Nunca imaginei que diria isso, mas o discurso mais honesto da campanha é o de Plínio Arruda, candidato do “Piçol”! Critica, cutuca, tenta fazer graça dos adversários, sem papas-na-língua diz o que pensa - o problema dele é justamente essa parte, do 'pensar'.
Serra é um cagão. Comete o mesmo erro que Alckimin em 2006. Acha que o eleitor vai se convencer de que ele é o melhor ao comparar seu currículo com o de Dilma. O currículo dele de fato é melhor, mas isso, no Brasil, não fará a menor diferença. Se quisesse vencer, ele teria que desmontar a imagem criada de Dilma. Mostrar para o povo que ela, além de (ex)-terrorista e assaltante, é atéia e que seu partido, o PT, está envolvido com o que há de mais podre na América Latina.
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